Internet nativa nos carros: como funciona o serviço de wi-fi a bordo?
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Com chip de operadora e modem integrados, a conectividade veicular garante sinal de wi-fi superior e poupa o pacote de dados do seu smartphone.

O que é internet nativa, nos carros? – Hugo Silva, Vitória (ES)

Dizemos que um carro tem internet nativa quando ele possui seu próprio chip de conexão, permitindo que o motorista acesse à rede de computadores sem precisar de um celular. Isso possibilita desde o funcionamento de apps nativos na central multimídia do carro até atualizações de todos os sistemas embarcados no carro, como o próprio funcionamento do motor.

Como funciona a internet nativa nos carros.

A arquitetura utiliza um modem 4G ou 5G embarcado de fábrica. Ele recebe o sinal da torre de celular, conecta o carro à internet e ainda distribui o sinal na cabine como uma rede wi-fi tradicional. Assim, os passageiros conectam notebooks, tablets e smartphones simultaneamente. O equipamento automotivo tem uma capacidade de recepção superior à de um dispositivo móvel comum.

O ganho na qualidade do sinal acontece devido à posição e ao tamanho da antena do veículo. Geralmente instalada no teto, ela sofre menos interferência da carroceria metálica. Na prática, a conexão se mantém mais estável em rodovias afastadas.

Pacote de dados é pago à parte

O acesso à rede que alimenta a internet nativa nos carros funciona mediante a contratação de pacote de dados. As fabricantes firmam parcerias com as empresas de telecomunicações para viabilizar o serviço aos clientes mediante pagamento. Há entre 3 meses e 3 anos de serviços gratuitos dependendo do fabricante. Depois disso, o proprietário paga o plano escolhido diretamente pelo sistema multimídia ou aplicativo da marca. Esse formato evita o consumo da franquia de celular pessoal do motorista.

Além do entretenimento, ter internet nativa nos carros garante acesso a atualizações remotas de sistema, funções de comandos remotos, localização do veículo e serviços de emergência. A tecnologia deixou de ser exclusividade de modelos importados e já marca presença em hatches e SUVs compactos nacionais. A conectividade embarcada avança para se tornar um item de série tão comum quanto a direção elétrica no mercado automotivo.

Fonte: Quatro Rodas

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