Drones da PRF já estão multando motoristas em rodovias federais por todo o Brasil e fiscalização inteligente consegue identificar infrações como uso do acostamento, celular ao volante e falta de cinto sem necessidade de abordagem direta, utilizando videomonitoramento autorizado e operação técnica especializada
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Uso de drones pela PRF desde 2023 permite flagrar infrações sem abordagem imediata e reforça segurança viária em trechos estratégicos

A fiscalização nas rodovias federais brasileiras passou por uma transformação importante desde 2023, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou o uso de drones.

Esses equipamentos funcionam como um “binóculo moderno”, ampliando o campo de visão dos agentes e permitindo monitoramento mais preciso.

Além disso, a tecnologia passou a ser aplicada em trechos específicos, especialmente onde a fiscalização tradicional é mais difícil.

De acordo com informações divulgadas pela revista Quatro Rodas e pela própria PRF, o uso segue critérios técnicos e operacionais rigorosos.

Fiscalização por drones amplia alcance da PRF nas rodovias

Inicialmente, os drones são utilizados para monitoramento remoto.

Assim, os agentes conseguem identificar infrações sem necessidade de abordagem imediata.

Em seguida, as irregularidades são registradas por videomonitoramento.

Fiscalização da PRF com drones (Divulgação/Polícia Rodoviária Federal)

Além disso, em situações específicas, uma viatura pode ser acionada.

Dessa forma, o motorista pode ser abordado em um ponto mais à frente da rodovia.

Entre os principais pontos da operação, destacam-se:

  • Registro de infrações por vídeo
  • Ausência de abordagem imediata em muitos casos
  • Ação coordenada com equipes em campo

Segundo Jeferson Almeida, coordenador-geral de segurança viária da PRF, a tecnologia já está presente em diversos estados.

Além disso, ele destacou que Minas Gerais e Santa Catarina concentram operações relevantes.

Regras técnicas garantem uso regulamentado da tecnologia

Antes de tudo, os drones precisam atender exigências legais.

Ou seja, é obrigatório o registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Além disso, os operadores devem ser capacitados.

Portanto, os policiais recebem treinamento técnico e certificação específica.

Entre as exigências estão:

  • Registro obrigatório na Anac
  • Capacitação técnica dos agentes
  • Certificação para operação dos drones

Dessa forma, o uso ocorre dentro de padrões de segurança e legalidade.

Trechos estratégicos concentram operações com drones

De modo geral, a PRF utiliza drones em locais onde a fiscalização tradicional seria menos eficiente.

Assim, a tecnologia evita interferência no fluxo de veículos.

Principalmente, os drones são utilizados em:

  • Trechos com alto volume de tráfego
  • Pontos onde viaturas causariam impacto no trânsito
  • Regiões com curvas ou baixa visibilidade

Além disso, áreas urbanas complexas também recebem atenção especial.

Segundo a PRF, a região metropolitana de Florianópolis é um dos exemplos.

Infrações flagradas incluem uso do acostamento e celular ao volante

Com frequência, os drones identificam infrações graves.

Entre elas, o uso indevido do acostamento é o mais comum.

Por exemplo:

  • Circular pelo acostamento
  • Ultrapassar pelo acostamento

Essas infrações são consideradas gravíssimas.

Portanto, geram multa de R$ 880,41 e sete pontos na CNH.

Além disso, outras irregularidades também são registradas:

  • Uso de celular ao volante
  • Falta do cinto de segurança
  • Caminhões na faixa da esquerda

Assim, a fiscalização se torna mais ampla e eficiente.

Monitoramento térmico ajuda a prevenir acidentes

Além da imagem convencional, os drones contam com sensores térmicos.

Dessa forma, é possível identificar riscos mecânicos.

Segundo Jeferson Almeida, as câmeras detectam superaquecimento nos freios de caminhões.

Com isso, a PRF pode agir preventivamente.

Ou seja, o motorista pode ser orientado a parar antes de um possível acidente.

Resolução do Contran autoriza autuações por videomonitoramento

A fiscalização por drones possui respaldo legal.

Trata-se da Resolução 909 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Essa norma autoriza:

  • Registro de infrações por videomonitoramento
  • Autuação sem abordagem direta

No entanto, a regra exige sinalização.

Ou seja, as vias devem informar a presença de fiscalização por câmeras.

Assim, o uso da tecnologia ocorre com transparência e dentro da legislação.

Diante desse avanço tecnológico na fiscalização, fica a reflexão: os motoristas estão preparados para uma vigilância cada vez mais inteligente nas rodovias brasileiras?

Fonte: clickpetroleoegas

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