Há quem diga que à primeira vista é só brinquedo para criança, mas para quem é apaixonado, sabe que essa “brincadeira” é séria e não tem idade. Aqui em Manaus, o comerciante Alê Lopes possui cerca de 1000 miniaturas de carros dos modelos mais variados e de épocas diferentes. O hobby começou de forma despretensiosa, e desde então, ele não parou mais.
“A paixão começou desde criança, há 16 anos atrás quando fui comprar um presente para um sobrinho, me encantei por uma peça e comprei pra mim, a partir daí, não parei mais de comprar e a coleção começou.” contou Alê.
Ainda de acordo com o comerciante, o mercado do colecionismo de miniaturas de carros é cheio de altos e baixos, que fazem alguns colecionadores venderem ou desapegarem de modelos. O que não foi o caso do Alê. “O comércio depois de um tempo se torna natural pra quem coleciona. Desapego, mudança de foco, tema, escala e até mesmo problemas financeiros não passei, graças a Deus.”
Alê explica que ao decorrer dos anos, a prática de colecionar miniaturas de carros vem crescendo bastante e já é destaque principalmente na região sul e sudeste, mas o norte não deixa de caminhar para o crescimento de novos colecionadores. Em 2019, o comerciante ganhou um prêmio de colecionador do ano em uma convenção realiza em São Paulo.
Quem coleciona sabe que sempre aparece alguém interessado a fazer uma proposta para comprar um item da coleção. Alguns são até insistentes e conseguem adquirir um colecionável exclusivo. E é claro que o Alê tem essa no histórico de colecionador. ”Eu tinha uma peça da coleção no tema do desenho Pica-Pau, acabei passando pra um amigo depois de muita insistência, como ele é fã do desenho, acabei cedendo pra ele por um valor justo e ambas as partes ficaram satisfeitas.”
A paixão pelos colecionáveis é tão grande, que em 2014 foi criado o grupo “Manaus DieCast” para reunir pessoas que dividem a mesma paixão. Hoje, eles possuem uma sede e um grupo no WhatsApp com 100 membros de fãs de miniaturas de carros. Os colecionadores sempre que podem, organizam encontros para exposições, vendas e trocas, além da participação em bazares.
Foto: Arquivo pessoal /Alê Lopes